ASOCIACIÓN CULTURAL "ESTUDIO Y DIVULGACIÓN DEL PATRIMONIO LINGÜÍSTICO EXTREMEÑO" (APLEx) APARTADO DE CORREOS 930 - 10080 CÁCERES (ESPAÑA) Número de Registro 3179. CIF nº G10309607

 

 

 

Presentación

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Fala do Val de Xálima

 
   

PRESENTACIÓN

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  Altoextremeño

   
 
INTRODUÇAO

A Associação Cultural "Estudo e Divulgação do Património Linguístico Estremenho" (APLEx), registada oficialmente e visados os seus estatutos em 19 de Dezembro de 2003 pela Conselharia da Presidência da Junta da Estremadura com o número 3179 e CIF nº G10309607, é uma associação plural, participativa e sem fins lucrativos que nasceu no sábado 29 de Novembro de 2003. Às onze horas da manhã reuniram-se, no Salão de Actos do Complexo Monte Bola de Cáceres, os dezasseis sócios fundadores da APLEx, procedentes de diversas zonas de Espanha, para aprovar os Estatutos da Associação (Consulta em formato PDF) e escolher a sua primeira Junta Directiva. Sendo seu objectivo preservar e revitalizar o património intangível da Estremadura espanhola, que a UNESCO define como "as tradições que se transmitem oralmente ou mediante gestos e se modificam com o correr do tempo através de um processo de recriação colectiva, sendo cada indivíduo o portador do património da sua própria comunidade", a índole efémera deste património faz precisamente com que seja especialmente vulnerável e susceptível de desaparecer.

As falas estremenhas que foram veículo de transmissão da cultura da Estremadura espanhola e da literatura popular (contos, lendas, romances, cantares...) fazem parte dele; por isso queremos servir de ponto de encontro para todos os investigadores da dialectologia estremenha, para escritores que tenham utilizado nas suas criações literárias qualquer modalidade linguística da Estremadura espanhola e, em geral, para as pessoas que tenham apreço pelo valioso legado cultural dos seus avós, transmitido de geração em geração, e cuja conservação garantirá a preservação da diversidade cultural. O seu conhecimento fará com que penetremos, sem dúvida, na essência da cultura da Estremadura espanhola e ajudar-nos-á a manter a nossa memória colectiva.

Recomendação sobre a salvaguarda da cultura tradicional e popular adoptada pela Conferência Geral da UNESCO na sua 25ª sessão, Paris, 15 de Novembro de 1989

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A necessidade de proteger os bens herdados dos antepassados é hoje um dever universal, comum e geral; por isso, é claro para a nossa associação que o património linguístico da Estremadura espanhola não pode ser focado segundo perspectivas localistas, já que precisamente nós, os estremenhos, interagimos culturalmente com muitos povos do mundo, desde a nossa intervenção destacada na colonização da América até os múltiplos laços culturais que nos unem com os nossos vizinhos portugueses, sendo destacáveis também os caminhos da transumância, que desde épocas medievais fizeram com que nos relacionássemos com outras comunidades através das vias pecuárias, e sem esquecer as grandes correntes migratórias de estremenhos que tiveram de abandonar a sua terra para ser acolhidos por outras regiões espanholas e países de todo o mundo, mas que, apesar disso, não esqueceram as suas raízes e souberam dar a conhecer a sua cultura, unindo-se em torno a Casas da Estremadura e Lares Estremenhos. Por isso, uma parte dos nossos objectivos já aparecem recolhidos no art. 60 da Lei 2/1999 de 29 de Março, de Património Histórico e Cultural da Estremadura:

"Os bens etnológicos intangíveis, como usos, costumes, criações, comportamentos, as formas de vida, a tradição oral, a fala e as peculiaridades linguísticas da Estremadura serão protegidos pelo Conselharia da Cultura e do Património na forma prevista nesta Lei, promovendo para isso a sua investigação e a sua recolha exaustiva em suportes que garantam a sua transmissão às gerações vindouras".

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Durante o ano 2004 queremos celebrar diversas actividades, como o Congresso APLEx2004 sobre Património Linguístico Estremenho ou a publicação do primeiro número da revista da APLEx, onde quer investigadores, quer escritores, quer adeptos da dialectologia estremenha e da cultura da Estremadura espanhola, poderão mostrar o resultado dos seus trabalhos e trocar experiências. A figura do SÓCIO é fundamental, porque sem o seu apoio a associação não poderá desenvolver-se, uma vez que nasce sem qualquer património nem patrocinador. Todas as pessoas interessadas em fazer parte deste entusiasmante projecto deverão preencher o requerimento que se inclui nesta página e depositar ou transferir em nome do requerente, nos dias seguintes ao envio deste boletim, a quota anual de 20 euros, correspondente ao ano 2004, na conta corrente nº 2099.0200.87.0071334102 da Caja de Extremadura. Endereço: C/ San Pedro, 15 - 10003 CÁCERES (ESPANHA).

Após ter efectuado o dito pagamento, o requerente será sócio de pleno direito e começará a receber todas as notícias produzidas pela nova associação, bem como, no momento em que se publique, um exemplar do primeiro número da nossa revista. Também terão privilégios especiais para participar nas actividades que a associação organizar, como jornadas, congressos, prémios de investigação ou literários.

Muito obrigado pelo vosso apoio.

Nota.- En la actualidad existen comunidades bilingües en Extremadura en la frontera, que utilizan el español y variedades del portugués, aunque en clara regresión este último que ya no es utilizado por los jóvenes y está condenado a desaparecer. Nos referimos a Olivenza y sus aldeas que pertenecieron a Portugal hasta 1801, Herrera de Alcántara, Cedillo y las franjas fronterizas de Valencia de Alcántara y La Codosera.

(Tradução: Manuel Jesús Sánchez Fernández e Sílvia de Freitas Duarte Nóbrega)